Pretendo comprar uma casa, o consórcio é uma opção interessante?
B.B., de Jundiaí (SP)
RESPOSTA DO CONSULTOR DE FINANÇAS MAURO CALIL, DA CALIL & CALIL ]
- Existem basicamente três alternativas financeiras para conquistar a casa própria.
A mais comum e ainda cara é o financiamento, que pode ser vantajoso em programas como o Minha Casa, Minha Vida, em que é possível encontrar juros subsidiados e menores que os pagos pelo Tesouro Direto.
Para ter acesso a essa linha, porém, é necessário comprovar a baixa renda da família e outros quesitos.
O segundo caminho é a poupança prévia, ou seja, juntar dinheiro suficiente até que a compra possa ser realizada. O problema aqui reside na capacidade de poupança que poderá ser demandada para que a conquista seja efetivada em um espaço razoável de tempo.
O terceiro caminho, que é intermediário entre os dois anteriores e por isso pode ser o ideal, é o consórcio.
Apesar de ser uma dívida assim como o financiamento, no consórcio não se pagam juros, mas taxa de administração, que costuma ser bem menor.
O lado ruim é a incerteza da contemplação. Por conta disso, algumas operadoras permitem que se use o próprio crédito da carta contratada para efetivar o lance e acelerar a contemplação.
O processo completo funciona da seguinte forma: se você está de olho em um imóvel de R$ 200 mil, faça uma carta de R$ 260 mil.
Use R$ 60 mil da própria carta para lance, assim suas chances de contemplação serão muito grandes e sua dívida final será recalculada para os R$ 200 mil.
Ter uma poupança pode ajudar no lance, mas lembre que você terá despesas na compra (cartórios etc.) e com a mudança. É bom manter uma reserva.
Outra boa dica é fazer a conta do imóvel com uma folga, pois a valorização imobiliária pode tornar os R$ 200 mil insuficientes.
fonte : São Paulo, segunda-feira, 27 de agosto de 2012
